Registro da UNIFRAN mostra tamanduá-bandeira com filhote na região da Serra da Canastra

Imagem captada por armadilha fotográfica documenta comportamento de cuidado materno de espécie ameaçada de extinção

03/07/2026

O Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da UNIFRAN divulgou um registro de grande relevância para a conservação da fauna brasileira: a imagem de um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) transportando seu filhote no dorso na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais.

A fotografia foi obtida por meio de uma armadilha fotográfica instalada em Delfinópolis (MG) e integra o acervo científico da Instituição. O registro foi realizado pela pós-doutoranda Maisa Ziviani e pela professora Marcela Aldrovani Rodrigues.

Embora o tamanduá-bandeira seja uma espécie predominantemente solitária, a relação entre mãe e filhote representa uma importante exceção. Nos primeiros meses de vida, o filhote permanece próximo à mãe e frequentemente é transportado sobre suas costas, comportamento que favorece a proteção e o deslocamento do animal jovem.

Importância científica

Segundo a professora Marcela Aldrovani Rodrigues, o registro contribui para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira. “Esse tipo de registro aproxima a sociedade da biodiversidade brasileira e reforça a importância de conhecê-la e protegê-la”, destaca.

O tamanduá-bandeira está classificado como Vulnerável (VU) na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. Entre as principais ameaças à espécie estão a perda e fragmentação de habitats, os incêndios florestais e os atropelamentos.

É a UNIFRAN atuando diretamente com a conservação da fauna, utilizando tecnologias para monitorar a vida silvestre e gerar informações importantes sobre comportamento, reprodução e uso do habitat por espécies nativas.