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Unifran promove exposição de fotos de expedição aos Andes Bolivianos


01
September 2006
exposicao250_3.jpgO professor de Educação Física da universidade, Ricardo Dantas, foi um dos integrantes da expedição
 
 
A Universidade de Franca (Unifran) realiza de 11 a 30 de setembro seu Espaço Cultural, Bloco Branco – mezanino, a exposição de fotos Expedição Huayna Potosi. A mostra será composta de 36 fotografias coloridas, tamanho 20 X 30 cm, com paisagens e trechos da expedição aos Andes Bolivianos realizada de 3 a 17 de julho pelo professor do curso de Educação Física da Unifran, Ricardo Dantas, juntamente com o biólogo Marco Balbuio, o fotógrafo André Dib e o médico Luis Guimarães.
De acordo com Dantas, autor das fotografias, um dos momentos mais tensos foi a subida pelo glacial. Eles iniciaram às 5 horas da manhã, após caminharem por quase uma hora pelas trilhas de rocha e terra. “O gelo no início estava bastante duro, o que aumentava a chance de escorregar no terreno inclinado”, explica o professor. Eles subiram dois a dois com cada guia, "amarrados" com um espaço de 5m de corda entre eles. Esta técnica é bastante utilizada para segurança em alta montanha, ou seja, caso um dos integrantes escorregue, os outros ajudam a frear a descida (ou são levados juntos!). “Esta subida foi bastante sofrida, especialmente porque levamos pouca água, e também pelo desgaste gerado pela altitude e pela inclinação do terreno. Totalizamos nesta escalada seis horas e meia, exaustos”, acrescenta.
No dia seguinte, a equipe retornou a La Paz, onde permaneceu por mais dois dias "descansando". Finalmente, no dia 15 de julho, partiu para o acampamento base do Huayna Potosi, situado a 4700m. Neste dia, os três caminharam por uma hora até uma parte do glacial, onde treinaram técnicas avançadas de escalada em gelo e voltaram para dormir na base. O dia seguinte estava reservado apenas para subirem por trilha até o acampamento avançado situado a 5200m. Este acampamento já esta praticamente na base da imensa massa de gelo e neve que cobre o topo da montanha. “Chegamos no horário do almoço no acampamento e permanecemos por ali, sofrendo com o tremendo frio que fazia mesmo no meio da tarde. Neste dia, fomos para a barraca logo que o sol se pôs, às 18h, já que a escalada ao cume do Huayna Potosi iniciaria a 1 da madrugada”, revela Dantas.
Acordaram meia-noite e meia, e após uma hora de preparativos, partiram caminhando no inclinado terreno gelado da montanha. Ao longo da subida, iluminada por lanternas de cabeça, fizeram breves pausas para comer e beber água quente. Após cinco horas subindo, chegaram ao cume de uma das mais famosas montanhas da Bolívia. O sol ainda não havia aparecido no horizonte. “A vista do alto da montanha de 6100m é impressionante, já que é possível avistar desde as luzes de La Paz, até os grandes vales e montanhas da Cordilheira Real. Permanecemos no alto por volta de 40 minutos e já com o sol nos "aquecendo", iniciamos a descida de aproximadamente três horas de duração”, relata emocionado.
A equipe chegou ao acampamento avançado exausta, mas extremamente satisfeita com o desafio vencido naquele inesquecível 17 de julho. A grande lição que ficou, segundo os três participantes foi: “algumas coisas que parecem impossíveis muitas vezes estão bem perto de nosso alcance. Basta vontade”.
A exposição fica aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Aos sábados, das 8h às 18h, No Espaço Cultural Unifran, bloco branco mezzanino.Outras informações: 0800-341212