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Profa. da UNIFRAN dá palestra na XI Conferencia Municipal dos Direitos da Crianças e do Adolescentes de Franca


07
November 2018

Aconteceu em 24 de outubro na UNI-FACEF a XI Conferência Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes de Franca. O evento que foi organizado pelo Conselho dos Direitos e das Crianças e dos Adolescentes do município, teve como convidada a Profa. Dra. Regina Celia de Souza Beretta, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da UNIFRAN, que deu uma palestra com o tema: Proteção Integral, Diversidade e Enfrentamento das Violências.

Cerca de 300 pessoas entre crianças e adolescentes, representantes do terceiro setor, profissionais e técnicos das políticas do Sistema de Garantia de Direitos, além dos representantes do Judiciário e do Conselho Tutelar e do Conselho Municipal, lotaram o auditório.

Na palestra, a professora fez uma reflexão sobre os avanços e desafios do Estatuto da Criança e do Adolescente desde os 28 anos de sua promulgação, apontando para os principais indicadores de violência, pobreza e desigualdade no Brasil. Também alertou sobre o corte governamental nas principais políticas públicas e os impactos negativos que poderão rebater na garantia da proteção integral de crianças e adolescentes.

Destacou ainda a importância do diagnóstico sócio territorial de Franca, que embora seja considerada uma das melhores cidades do Brasil para se viver e morar, de acordo com o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (0,8607/2018); convive com diversas formas de violações de direitos, que vão desde a gravidez precoce, mortalidade infantil, evasão escolar, trabalho infantil, abuso sexual, negligências e maus tratos, até o tráfico de drogas, entre outras.

Para sensibilizar a plateia na luta contra o racismo, um dos assuntos tratados na palestra, foram convidadas para subirem ao palco algumas crianças negras em caráter voluntário.

Depois foi apresentado um vídeo do Programa Criança Esperança, onde crianças convidadas para um suposto teste de filmagem deveriam decorar e dizer frases depreciativas para uma mulher negra. Frases como: “Não gosto da sua cor”, “Seu cabelo é horrível”, “Você é feia”. As crianças do vídeo se recusaram a repetir as frases, dizendo que isto não é correto, pois era preconceito e bullying, além de contarem que também passam por situações semelhantes.

As crianças do palco ficaram visivelmente emocionadas com o vídeo. Em seguida todos os presentes foram convidados para subirem ao palco, prestar solidariedade e abraçar essas crianças negras, em protesto às variadas formas de sofrimentos e estigmas vividos por elas no seu cotidiano. E foi assim que terminou a palestra.

Com um clima de acolhimento e emoção!

Confira as fotos do evento: