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Precisa-se de um engenheiro


17
December 2007

engenharia250_1.jpgProcura-se um engenheiro. Este é o título da matéria publicada na edição do dia 16 de dezembro na revista Veja, na qual aborda os problemas da falta de profissionais da área no país.
 
Empresas instaladas no Brasil são as mais afetadas pela escassez de engenheiros, já que o número de formações na profissão é baixo e a oferta de emprego, grande. A Vale, maior empresa privada do país, sente na pele isso. Apenas 5%, dos 400 mil currículos recebidos para preenchimento de vagas de trabalho, são de engenheiros. Mas para suprir a necessidade, seria necessário o dobro de currículos. Como solução, a Vale passou a recrutar estudantes universitários direto das universidades. Rui Tadashi, diretor do curso de Engenharia de Produção da Unifran confirma o que disse a revista. "A demanda é grande, alunos do terceiro e quarto anos da Unifran encontram estágios com facilidade. Agora, as empresas começam a buscar alunos do segundo ano", revela.
 
Para se ter uma idéia do tamanho do problema, em 2006 cerca de 30 mil estudantes graduaram-se em engenharia no Brasil, ou apenas seis engenheiros em cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a revista, o ideal são 25 engenheiros por grupo, número este já alcançado por países como Coréia e China, onde, no mesmo ano, 80 mil e 400 mil engenheiros saíram das universidades respectivamente.
 
Por outro lado, a escassez de profissionais trouxe à tona um atrativo que, muitas vezes, é o diferencial para a escolha de um ensino superior: o salário. No último ano, o salário médio inicial saltou de R$1.500 para R$4.500. Nenhuma outra carreira registrou situação semelhante. Além disso, os alunos se formam hoje já com cinco oferta de trabalhos em vista.
 
De acordo com o economista Claudio de Moura Castro, a escassez se deve por dois principais motivos. O primeiro é a má formação nas áreas de matemática e ciências – duas das matérias mais odiadas – antes de ingressarem em um ensino superior. "Nenhum país conseguiu formar engenheiros em bom número e qualidade sem investimento maciço nessas duas áreas".
 
O segundo é a limitação de cursos superiores diferenciais, como aqueles ministrados em escolas técnicas, as quais formam profissionais em dois anos, em média, ou seja, a metade do tempo de um curso superior tradicional.
 
A falta de engenheiros no Brasil, país em desenvolvimento e com infra-estrutura ruim, a falta de engenheiro é um empecilho para o crescimento econômico.