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Pesquisadores da UNIFRAN e da UNESP desenvolvem material a base de argila que permite liberação controlada de medicamentos no organismo


10
October 2018

Pesquisadores da Universidade de Franca e do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), desenvolveram um novo material, à base de argila e de um polímero, que possibilita controlar a absorção de medicamentos pelo organismo e evita as oscilações da concentração na corrente sanguínea.

O material é resultado da combinação de dois elementos, a argila e o hidrogel polimérico, que resultou em um nanocompósito no qual foi incorporado diclofenaco sódico durante a preparação do material. Ele pode ser usado para revestir comprimidos, por exemplo, e atuar como um sistema de liberação de fármacos para tratamentos prolongados de artrite, enxaqueca e dor pós-cirúrgica, entre outros.

“Combinamos uma argila comercial, chamada montmorilonita sódica, com um gel polimérico em escala nanométrica [da bilionésima parte do metro]. Com isso, conseguimos obter um material que possibilita liberar uma medicação paulatinamente, nas doses e taxas mais adequadas, mantendo a concentração ideal na corrente sanguínea”, disse Eduardo Molina, professor da Unifran e um dos autores da pesquisa.

O novo material foi desenvolvido no âmbito do Instituto de Tecnologias Ecoeficientes Avançadas em Produtos Cimentícios – um dos INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) financiados pela FAPESP, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Estado de São Paulo. O processo de obtenção da estrutura foi descrito em artigo publicado na revista Applied Materials & Interfaces, da American Chemical Society.

Para a UNIFRAN, é de extrema importância que pesquisas científicas sejam realizadas na instituição. “Creio que além de contribuir para a formação dos alunos da UNIFRAN, visando profissionais altamente qualificados na área, este projeto pode contribuir como um avanço para a pesquisa e novas tecnologias, tendo em vista um destaque regional e nacional”, finaliza Molina.