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Pesquisadores descobrem molécula natural contra disfunção erétil


04
February 2010

pesquisa250_4.jpgMolécula extraída de fonte natural é mais eficaz e não possui os efeitos colaterais apresentados pelos medicamentos que estão no mercado

Pesquisadores da Universidade de Franca (Unifran) descobriram uma molécula natural capaz de combater a disfunção erétil (DE). A equipe de pesquisadores, comandada pelo Prof. Dr. Márcio Luís Andrade e Silva, da Unifran, já depositou patente internacional da pesquisa.

De acordo com Andrade e Silva, a molécula obtida de fonte natural é mais eficaz que o Viagra® e não possui os efeitos colaterais existentes no medicamento que atualmente é o mais utilizado no mercado para combater o problema. “Nossos testes mostraram que a nossa molécula é mais eficaz que o Viagra®, possuindo um tempo de ereção maior. Após análise de cortes histológicos do corpo cavernoso dos animais utilizados no ensaio, constatou-se que o mesmo enche-se mais de sangue do o que corpo cavernoso dos animais tratados com o Viagra®, evidenciando assim uma ereção mais completa. Outro ponto relevante em relação à nossa molécula ativa encontra-se no fato do estímulo da ejaculação, o que não ocorre com o Viagra®”, explicou. Os testes realizados nos laboratórios da Unifran são baseados em metodologias internacionais.

A substância avaliada já vem sendo estudada há um ano, na própria Unifran, com a colaboração dos professores doutores, Ademar Alves da Silva Filho, Wilson R. Cunha, Paulo Calefi, Kátia Ciuffi e Eduardo Nassar, todos da Unifran, bem como Rosângela da Silva (UNESP-Ilha Solteira), Jairo Kenupp Bastos e Sérgio Albuquerque, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP. Nesta pesquisa está envolvido também o aluno do mestrado em Ciências da Unifran, Rodrigo Lucarini. 

Na América Latina estima-se que, aproximadamente, 50% dos homens com 40 anos ou mais sofram de algum grau de DE e que pelo menos 3,5% tenham disfunção completa. Estudos prospectivos indicam cerca de um milhão de casos novos de DE aconteçam a cada ano em homens de 40 a 70 anos de idade no Brasil. Nos Estados Unidos, se computados apenas os casos graves, há de 10 a 20 milhões de homens, porém, considerando também a DE grau leve, este número aumentaria para 30 milhões. No Brasil estima-se cerca de 25 milhões de homens com algum grau de DE, dos quais 11 milhões apresentam DE moderada ou completa.

Os casos de DE são geralmente classificados em quatro diferentes tipos, de acordo com sua etiologia: psicogênicos, vasculogênicos ou orgânicos, neurológicos e endócrinos. Por muitos anos acreditou- se que os fatores psicológicos eram os principais causadores deste distúrbio. Porém, sabe-se hoje que a DE é originária de problemas vasculares e é responsável por cerca de 75% dos casos relatados, enquanto o hipogonadismo e os fatores psicológicos contribuem com 19 e 14%, respectivamente.

Recentes estudos demonstraram que a prevalência da DE aumenta significadamente com a idade. Determinados graus de DE podem ser observados em 39% dos homens acima de 40 anos e em 67% dos homens acima de 70 anos. Embora a DE possua tanto componentes orgânicos quanto componentes psicogênicos, sabe-se que esta disfunção está associada com a aterosclerose, dislipidemias, hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade. Depois da ejaculação precoce, este é o comprometimento mais comum da função sexual masculina.

Atualmente, a DE é considerada uma importante questão de saúde pública, dada a sua lata prevalência e sua associação com o sofrimento psíquico e com importantes causas de morbimortalidade masculina, tendo em vista a sua representativa prevalência. Projeções para 2025 indicam em torno de 322 milhões de homens no mundo com DE, sendo que as maiores taxas de prevalência deverão ocorrer nos países em desenvolvimento, como os da África, Ásia e América do Sul.