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Pesquisadores da Promoção da Saúde visitam o Centro Pop


29
August 2019

No dia 02/08, o Grupo de Pesquisa, do Programa de Pós-Graduação em Promoção de Saúde da Universidade de Franca – UNIFRAN, vinculado ao CNPQ, “ Populações Vulneráveis e Promoção da Saúde”, liderado pela prof. Dra. Regina Celia de Souza Beretta, visitou o Centro Pop, equipamento público estatal da Política de Assistência Social, de referência para ao atendimento da população de rua. O objetivo da visita, com os pesquisadores de pós-graduação, foi romper com questões meramente teóricas, para aproximação da questão social.

O Centro Pop está voltado ao atendimento especializado à população em situação de rua. Realiza atendimentos individuais e coletivos, oficinas e atividades de convívio e socialização, além de ações que incentivem o protagonismo e a participação social das pessoas em situação de rua. Se constitui em um espaço de referência para o convívio social e o desenvolvimento de relações de solidariedade, afetividade e respeito.

Nesse espaço são atendidos jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. O serviço pode ser acessado de forma espontânea a qualquer momento, pelas demais políticas públicas e por órgãos do Sistema Judiciário. O Centro Pop deve localizar-se pela orientação da Política Nacional para Inclusão Social da População em Situação de Rua (BRASIL, 2009), no centro das cidades, para que possam acessar direitos e serviços públicos.

Os alunos de Pós-Graduação em Promoção da Saúde e graduando que compõe o grupo de pesquisa, foram gentilmente recebidos pela assistente social, servidora pública municipal, da Secretaria Municipal de Ação Social e coordenadora do serviço: Sra. Katiscilene B. Tavares de Oliveira. Durante a visita foi possível conhecer as inequidades e condições de vida e sobrevivência, que afetam a saúde das pessoas em situações de rua, bem como, vulnerabilidades e riscos, entre outros fatores excludentes. Foi possível ainda identificar os estigmas sociais, as respostas e limites das políticas públicas no enfrentamento dessa realidade.

Segundo Silva (2006, p. 95) “Há uma tendência à naturalização do fenômeno, que no país se faz acompanhada da quase inexistência de dados e informações científicas sobre o mesmo e da inexistência de políticas públicas para enfrentá-lo”. O grupo de pesquisa populações vulneráveis e promoção da saúde pode encontrar nessas visitas, espaços para parcerias, projetos de extensão e pesquisas, rompendo com o distanciamento dos fenômenos sociais e o desvelamento dessa realidade.