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Pesquisa inédita eleva qualidade de vida de diabéticos


06
November 2006

diabetesdentro.jpgDez pessoas recebem treinamento físico especial através de convenio firmado entre Unifran e Casa do Diabético de Franca
 
Uma pesquisa inédita dos alunos do curso de Mestrado em Promoção de Saúde da Unifran, Mateus Caetano, Alessandra P. da Silva e Carlos Henrique V. Felício vem promovendo uma melhor qualidade de vida em diabéticos. A pesquisa foi “Destaque do Dia” em matéria publicada pelo Jornal Diário da Franca do dia 4 de novembro.
Os estudos dos três alunos, que são graduados (em Educação Física) e especializados também pela Universidade foi colocada em prática em 10 pessoas desde setembro. Os “pacientes” foram encaminhados através de um convênio firmado com a Casa do Diabético, por intermédio da secretária de saúde de Franca.

O professor da Universidade e coordenador do projeto, Cassiano Merussi Neiva avalia positivamente os resultados. “Os pacientes obtiveram maior tranqüilidade em seus afazeres domésticos, disposição, redução dos medicamentos, combate às dores, além de melhora em suas noites de sono”, confirmou.

Os pacientes realizam atividade física durante 1 hora, três vezes na semana. Os treinos são aeróbico (corrida na esteira ou bicicleta) e anaeróbicos (musculação) adequados à capacidade física de cada participante. “Durante essa hora acompanhamos a freqüência cardíaca, pressão arterial, glicemia capilar, coleta inicial de sangue para verificação de colesterol, triglicérides, células brancas (verificação das funções imunológicas) e células vermelhas (hemograma completo)”, explica Mateus Caetano.

A Unifran oferece ainda suporte multidisciplinar ao projeto através dos cursos de biomedicina, nutrição e da própria educação física, já que as atividades físicas acontecem  na academia do Centro Esportivo.

Sônia Araújo Morais é uma das participantes do projeto. Ela acreditava que seu problema não tinha mais solução, mas acreditou na proposta. Faz 30 anos que ela trata de sua diabete e nos últimos 5 anos os índices estavam bem acima do normal. “Agora estou dormindo melhor, as dormências das mãos, braços e pernas acabaram, meu humor está bem melhor, não tomo mais analgésicos e a quantidade de insulina foi reduzida”, disse.