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O mercado exige profissionais mais competentes


22
February 2006

Cursos de pós-graduação da Unifran impulsionam executivos a serem mais competitivos nas empresas

José A. Souza/DF

Considerada uma das universidades mais modernas do país, não só pela sua estrutura fisica, mas, muito mais pela qualidade do sistema educacional, a Unifran (Universidade de Franca) possui uma vasta gama de cursos de pós-graduação que servirem de instrumento para alavancar a situação profissional do homem moderno. Hoje, as grandes empresas exigem que seus funcionários sejam práticos e possuidores de extremos conhecimentos nas áreas devidas. Por isso, a Pós-Graduação da Universidade disponibiliza mais de 100 cursos, abrangendo os mestrado (strictu sensu), os MBA e especializações (lacto sensu), e as atualizações profissionais.

Os cursos strictu sensu são os Mestrados e Doutorados, que visam a formação de professores de ensino superior e pesquisadores. Nos mestrados os interessados poderão realizar estudos em Promoção de Saúde (22 vagas), em Ciências (15 vagas) e em Lingüística (30 vagas). A procura por estes cursos tem sido algo impressionante, não só por alunos de Franca, mas por alunos de todo o país. Todos os candidatos necessitam passar por um processo seletivo e, devido a grande procura, a disputa é muito acirrada. Dionísio Vinha, Pró-Reitor Adjunto de Pesquisa e de Pós-Graduação da Unifran, disse que os cursos de Mestrado em Promoção de Saúde e em Linguística possuem conceito 3 no CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -, enquanto Ciências tem conceito 4. Ele citou que o Curso de Mestrado em Direito, que teve avaliação negativa, está sub-júdice, por isso não foram abertas vagas neste ano. O recurso está no Conselho Nacional de Educação.

Na modalidade de lato sensu (MBA e especialização) são oferecidos 90 cursos em quase todas as áreas do conhecimento humano. Já na modalidade de atualização profissional, a universidade disponibiliza os cursos de Construção em Concreto de alto Desempenho, Cirurgia e Traumatologia Buço-Maxilo-Facial, Dentística Restauradora, Endodontia, Orto-odontopediatria, Periodontia, e Prótese Dentária.

Há cursos de pós-graduação que já estão eternizados. Outros são lançados pela Universidade após a realização de pesquisa entre os formandos, que apresentam ao final de cada ano suas propostas e sugestões para promover alterações nos estudos no ano seguinte. E as inovações acontecem sistematicamente. Para todos eles, o corpo docente é sempre constituído pela elite do magistério na suas áreas de atuação.

Para Dionísio Vinha, qualquer profissional que deixar os estudos por mais de cinco anos está com seus conhecimentos defasados no mercado de trabalho. Isso ocorre desde a área médica, passando por todos os outros saberes e terminando no Direito, que teve o Código Civil atualizado há poucos anos. “São novos conceitos que surgem sistematicamente e que precisam ser acompanhados pelos profissionais de cada área”, disse.

Vinha citou exemplo do Conselho Federal de Medicina que está discutindo entre submeter o recém-formado à avaliação ou avaliar o médico a cada 5 anos pós formado. Uma grande corrente de pensamento julga que a obrigatoriedade da reciclagem periódica do médico – pode-se estender para as demais profissões – é mais salutar para a sociedade e para a própria classe. É enfático quando diz que o conhecimento humano é substituído a cada 10 anos e voltar aos bancos escolares – ou freqüentar cursos ministrados à distância (EAD) – é uma imposição do próprio progresso. O conceito de muitos profissionais é avaliado pelos clientes, também, pelos congressos que freqüenta e pelos cursos em que se recicla.

Os cursos de Pós-Graduação da Unifran estão consagrados, já que a própria estrutura educacional exige inovações, atualizações, capacitações e titulações dos professores. A Universidade é avaliada pelo INEP/MEC também pelas titulações do seu corpo docente..

Na área de pesquisa, há uma grande concentração delas nas Universidades Públicas, subsidiadas pelas Agências de Fomento (FAPESP, CAPES, CNPq), muito embora as particulares estarem adentrando também neste campo. Há que se considerar que pesquisar custa caro. Dionísio Vinha justifica esse ponto de vista baseado na seguinte afirmação: “às vezes uma pesquisa que, à primeira vista parece não ser dispendiosa, quando chega na metade toma outro direcionamento, demandando grandes investimentos”.

Mas, os projetos dos pesquisadores da Universidade de Franca têm grande aceitação junto às agências de fomento citadas. “Não fossem os apoios recebidos, seríamos muito mais limitados na produção, pois pesquisar exige laboratórios com luz, água, esgoto, telefone, internet, gás encanado e, não raro, outros gases especiais. Exige equipamento, quase sempre caríssimo. Material de consumo. Técnicos de alto nível. E bons salários para os pesquisadores”, justifica Vinha.

Dionísio Vinha explicou que no curso de mestrado o aluno é obrigado a escrever uma Dissertação (tese) sob a orientação do professor. Este trabalho resulta de uma pesquisa que pode ser laboratorial, clínica, de campo, ou do estudo sistemático de um tema, autor ou equivalente. Que deve ser um assunto ou tema que, após defendido perante Banca Examinadora, possa ser resumida e publicada, preferencialmente em uma revista internacional. São estas publicações que sustentam o conceito de uma Universidade ou de um Programa de Pós-Graduação.

Segundo ele, os alunos dos cursos de especialização ou MBA devem escrever uma monografia, que é condição obrigatória para ter o título de especialista. É, hoje, um prolongamento da área de graduação, onde os alunos, na maioria, têm a obrigatoriedade de escrever um trabalho para concluir os seus cursos. Estas pesquisas que redundam em um Trabalho de Conclusão de Curso, na maior parte das vezes, tem origem em um Projeto de Iniciação Científica, exclusivo dos cursos de graduação, mas de alto significado na vida do estudante. “O aluno passa a ter o contato com as pessoas, freqüentar laboratórios, bibliotecas, adquirir experiências que acabam sendo a mola propulsora para que, após a graduação, galguem os degraus da pós-graduação com muito mais gabarito”, analisou Vinha.

Neste ano, na UNIFRAN estarão sendo elaborados cerca de 1,6 mil trabalhos de Iniciação Científica, cerca de 100 Dissertações de mestrado, e 700 trabalhos (monografias) na especialização. “Vive-se em um universo em que se respira saber e pesquisa. Para o Professor Rahal, ex-Diretor do Instituto Butantã, nas universidades os alunos aprendem até nos corredores…”

Cursos favorecem na carreira profissional

Para muitos estudantes, os cursos de pós-graduação favorecem a obtenção de sucesso na carreira profissional. Pesquisa realizada junto aos egressos de 2001 a 2004, apontaram como sucesso o trabalho desenvolvido pela Universidade.

Clóvis Ludovice, reitor da Unifran, disse que esse trabalho teve como meta identificar a contribuição dos cursos de pós-graduação para a evolução profissional dos alunos, possibilitando análise e melhoria dos cursos, oportunidades a ex-alunos ente outros.

Participaram da pesquisa 300 alunos dos cursos de administração de recursos humanos, gestão estratégica de negócios, marketing e vendas, e MBA (administração de empresas). Eles responderam a um questionário de 45 perguntas.

Os resultados obtidos nessa avaliação demonstram o índice de satisfação e contribuição na carreira profissional de cada aluno. De certa forma, ao participar de uma especialização o aluno acaba recebendo uma contribuição decisiva na sua vida profissional. Isso pode ser traduzido em maior empregabilidade e conhecimentos práticos, revelou Clóvis Ludovice. Essa formação comportamental segue tendências de educação contemporânea para executivos.

“A especialização em Gestão Estratégica de Negócios veio a contribuir e direcionar caminhos na minha gestão como diretor administrativo. Além de experiências profissionais e pessoais, a rede de contatos com diferentes pessoas de diversos segmentos viabilizou o aumento de conhecimentos”, afirmou Renato Reis, um dos Coordenadores dos Cursos de Pós-graduação..

Para Marcílio Shimizu, “foi importante a reciclagem após vários anos fora do meio acadêmico. Ela contribuiu em muito para a atualização e ampliação do conhecimento externo ao meio profissional em que vivo, aliado à troca de experiências junto aos colegas e professores”.

Além deste outros depoimentos foram colhidos dentro de várias expectativas positivas e que podem trazer mudanças para todos os profissionais que participam da pós-graduação.