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I Fórum Paulista de Sustentabilidade da Educação Física e do Esporte na Escola é realizado na Unifran


01
September 2010

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No dia 2 de setembro, a Unifran foi sede do I Fórum Paulista de Sustentabilidade da Educação Física e do Esporte na Escola, promovido pelo Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo – CREF4/SP. O evento, debateu novos caminhos para a Educaçãoo Física.  Ainda este ano, o fórum será realizado em 12 cidades do Estado de São Paulo e, ao final, será redigido um documento a ser encaminhado aos órgãos competentes, às cidades que sediaram o  evento e ao Conselho Federal de Educação Física.

A paletra foi proferida pelo Prof. Mestre Luiz Sanches Neto, atual docente assistente da Universidade de Guarulhos, membro do Núcleo de Pesquisa em Estudos sobre Formação Profissional no Campo da Educação Física e do grupo de pesquisa em Estudos Socioculturais, Históricos e Pedagógicos da Educação Física. O evento contou também com a participação de coordenadores de Educação Física da rede municipal, da Secretaria de Educação do Estado, professores e representantes da Divisão de Esportes da Prefeitura de Franca.

Segundo o conselheiro do CREF4/SP, Prof. Roberto Jorge Saad, coordenador do Fórum em Franca, houve uma boa participação dos professores em atividade no Ensino Básico – municipal, estadual, público e privado – para uma reflexão e troca de experiências dos modelos adotados atualmente. “O evento também foi comemorativo ao Dia do Profissional de Educação Física, que consta no calendário oficial de Franca desde 2008, através de lei municipal”, completou o coordenador.

 

Abaixo, entrevista com Flávio Delmanto, Conselheiro Federal de Educação Física e Presidente licenciado do CREF4/SP

Hoje podemos dizer que a profissão de educador físico é aceita e compreendida pela sociedade?

Ainda existe muita coisa para ser feita, pois na cultura da população éramos apenas professores de educação física. Hoje somos profissionais que atuam na área da licenciatura e do bacharelado. Além disso, a população não sabia o que educador físico podia fazer fora da escola. Só agora a população está começando a valorizar o educador físico. Atualmente, só no Estado de São Paulo, existem mais de 17 mil academias ou instituições que ministram atividade física desportiva. Muita coisa ainda precisa ser feita, mas, sem dúvida alguma, o avanço nos últimos 10 anos foi muito grande para a profissão. Hoje ela é fundamental na saúde e na qualidade de vida da população. 

Hoje vemos que muitas empresas já incluíram ginástica laboral na rotina de seus funcionários. Essa é outra porta para o profissional de Educação Física?

Esta é outra área muito importante na qual o profissional de educação física atual. Devido ao número de atividade repetitiva que os funcionários desenvolvem nas empresas, é necessário que haja a compensação, que é a ginástica laboral. 

Como está o avanço da Educação Física no Brasil, comparado a outros países?

O Brasil é pioneiro em reconhecer e regulamentar a profissão, somos modelo na Educação Física. Alguns países da Europa estão tentando copiar o nosso modelo. E, por incrível que pareça, os EUA também. No Brasil, com a criação do Conselho, nós organizamos a categoria. Orientamos os profissionais para o mercado de trabalho. Temos 180 escolas de Educação Física no estado de São Paulo, saem cerca de 2 mil formandos por ano e tem mercado para todo mundo, claro, desde que tenham competência, assim como em qualquer outra profissão. Conheço o projeto pedagógico da Unifran, é muito bom. O curso tem um coordenador ativo que está sempre atualizado.

Então podemos dizer que o mercado para o educador físico não está saturado?

Não. A Educação Física é uma profissão que está em alta. Daqui há alguns anos vamos ter poucas profissões que ainda estarão em destaque, teremos a comunicação, o direito, a medicina e a educação física, que é uma forma de prevenção, de cuidar da saúde. O educador físico não faz a recuperação, isso quem faz é o médico, o fisioterapeuta. O educador físico faz a prevenção. As pessoas não têm hábitos de vida saudáveis e, com isso, nosso sistema previdenciário gasta muito. Precisa ter política pública no Brasil, para que a população tenha atividade física. É o custo-benefício para o governo, sai mais barato prevenir os problemas de saúde, do que tratá-los.

Quais são as próximas metas do CREF?

O CREF tem uma política bem própria de valorizar a profissão. O primeiro passo, nós estamos conseguindo mudar a cultura da população. Nossa próxima etapa é atuar diretamente nas políticas públicas, em projeto com o Ministério do Esporte, Secretarias do Estado e Secretarias do interior.
Esse fórum que acabamos de realizar é o primeiro (em uma série de 12) com esse propósito: sair uma proposta para encaminharmos aos órgãos públicos competentes. Somos uma profissão reconhecida, regulamentada e valorizada pela população. O próximo passo é essa ação política, pensando em melhorar a qualidade de vida da população. O documento será entregue para o próximo governo.

Calendário do CREF4/SP

Setembro

Dia 02 – Franca – Roberto Jorge Saad

Dia 14 – Rio claro – Nelson Leme da Silva Júnior

Dia 15 – Guarujá – José Medalha

Dia 15 – Ribeirão Preto – Bruno Alessandro Alves Galati

Dia 16 – São José dos Campos – João Omar Gambini

Dia 16 – Santos – Marcelo Vasques Casati

Dia 20 – Catanduva – Antonio Lourival Lourenço

Dia 22 – Suzano – Marcio Tadashi Ishizaki

Dia 24 – Presidente Prudente – Pedro Roberto Pereira de Souza

Dia 28 – Sorocaba – Pedro Roberto Pereira de Souza e Solange Guerra Bueno

Dia 30 – Campinas – Nelson Leme da Silva Júnior

Outubro

Dia 22 – São Paulo – Hudson Ventura Teixeira e Georgios Stylianos Hatzidakis