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Ex-aluna Unifran ministra palestra aos alunos do curso de Odontologia


13
August 2010

Karla250.jpgKarla Guaracy Assumpção de Queiroz, ex-aluna do curso de Odontologia, esteve na Unifran no dia 3 de agosto e conversou com os alunos do 4º ano do curso sobre mercado de trabalho e motivação profissional. “Vim contar um pouco da minha história e dizer que o mercado de trabalho está de portas abertas para eles, dizendo que a odontologia pode ir muito além do que quatro paredes de um consultório, eles podem trabalhar nas forças armadas (exército, marinha, aeronáutica), pois eles têm uma base muito boa com o curso da Unifran e serão valorizados por isso”.

A ex-aluna formou-se em 2001 e depois disso voltou para sua cidade natal, Manaus, onde trabalhou durante 7 anos como Tenente Dentista no Exército. Conheça um pouco de sua trajetória na entrevista abaixo.

1-Por que escolheu Odontologia?

Desde criança meu sonho era ser dentista, eu adorava quando minha mãe me levava ao consultório da minha odontopediatra, e acredito que ela foi minha maior influência na escolha desta profissão, pois não tenho nenhum parente dentista. Hoje amo o que faço e sou realizada profissionalmente.

2 – O curso da Unifran te deu subsídios para sua formação profissional?
Com certeza, ter feito uma faculdade aqui na Unifran, no estado de São Paulo foi essencial pra minha carreira profissional, tive uma boa formação acadêmica que me abriram as portas no mercado de trabalho, e me fizeram uma profissional valorizada e diferenciada dos demais. Agradeço ao corpo docente da Odontologia pelos ensinamentos e dedicação.

3 – Qual a sua opinião em relação aos laboratórios e biblioteca da Universidade?
A estrutura da odontoclínica é uma das melhores do país em termos de biossegurança e equipamentos de última geração, assim como os laboratórios. Quanto à biblioteca observei que foi ampliada oferecendo ao aluno um acervo de ótima qualidade.

4 – Diploma na mão, e aí, o que você fez?
Em janeiro de 2002, logo após a formatura voltei para Manaus em busca de um emprego, pois fui uma das poucas alunas que possuía o FIES, e já queria poder pagar o curso com meu próprio salário.

5 – Como surgiu o trabalho no Exército?
Descobri através da internet, que poderia ser oficial dentista do exército. Logo que cheguei em Manaus, me inscrevi em um processo seletivo como oficial temporário (tempo máximo de sete anos) que consistia em avaliação curricular, prova escrita, prova física e exame de saúde. Fui selecionada nas provas para servir em Tabatinga (fronteira com a Colômbia) e após 2 anos consegui vaga para  trabalhar no quartel da Polícia do Exército em Manaus.

6 – Por quanto tempo trabalhou no Exército? Como era seu dia-a-dia? Quem eram os pacientes?
O exército foi meu primeiro emprego, trabalhei por sete anos como tenente dentista. Todos os dias pela manhã tínhamos educação física, participei de desfiles de sete de setembro, marchas nas formaturas, missões na selva, e atendimento no consultório montado dentro do quartel, no qual atendia todos os militares e seus familiares.

7 – Que experiências você tira do trabalho no Exército? O que mudou na sua vida depois disso?
O exército me proporcionou realizar uma Odontologia de amor ao próximo. Através das ações de assistência médico-odontológica aos povos indígenas da região amazônica pude obter uma satisfação profissional e entender o verdadeiro sentido da profissão, é o reconhecimento sincero de um paciente que te agradece com um sorriso no rosto, um aperto de mão ou fruta ou peixe de presente.
Em fevereiro de 2010, me tornei oficial da reserva, porém os sete anos que servi nesta instituição, com certeza, me tornaram uma pessoa melhor, pois lá aprendemos valores como lealdade, disciplina, hierarquia e camaradagem, aplico-os no meu cotidiano. Saí com uma sensação de dever cumprido e sei que fiz o meu melhor e fui reconhecida por isso.

8 – Onde você trabalha atualmente?
Atualmente tenho meu consultório em Manaus, e estou me preparando para o concurso nacional para seguir a carreira militar como dentista.

9 – Como foi seu período de faculdade? Algum fato inusitado marcou sua vida universitária?
Foram quatro anos de muita dedicação e estudo, mas com o corpo docente e as clínicas e laboratórios que a Unifran oferece ao aluno obtive um ensinamento de excelência. Em 2001(quarto ano) participei de um concurso promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (SINOG), no qual deveria realizar um trabalho sobre Planos Odontológicos privados no Brasil e no Mundo, e ganhei a nível nacional em primeiro lugar. O prêmio foi um consultório odontológico, o qual está montado em Manaus.

10 – Você continuou os estudos, fez alguma pós-graduação? Caso afirmativo, que curso fez, em qual instituição de ensino e quando concluiu?
Sim, tenho dois cursos de aperfeiçoamento em Dentística (2005) e Periodontia (2006), e conclui em 2009 especialização em Prótese Dentária, todos pela Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas do Amazonas.

11 – Como você vê o mercado de trabalho para o profissional de Odontologia?
Sempre ouço aquela frase “o mercado está saturado, tem muitos dentistas”, não concordo, pois sempre vão existir profissionais e profissionais, ou seja, os bons profissionais sempre se destacam e terão seu lugar no mercado de trabalho. O aluno que será um bom profissional se destaca desde a vida acadêmica, por isso quem inicia este curso tem que ter a consciência de se dedicar aos estudos pra valer, pois hoje em dia o paciente e a sociedade como um todo te cobra conhecimento diariamente.

12 – Uma dica para a moçada que pretende seguir essa profissão.
Que vá em frente, porém, tenham a consciência de que a Odontologia é muito mais do que devolver ao paciente um sorriso bonito. É preciso que os futuros profissionais enxerguem os pacientes como um “todo”, com seus medos e perspectivas, pois temos o privilégio de no final do tratamento devolvermos não só a saúde bucal a uma pessoa, mas elevarmos sua auto-estima tornado-as pessoas mais felizes.

13 – Recentemente você esteve na Unifran e bateu um papo com os alunos do último ano do curso. Sobre o que foi a palestra?
Foi sobre motivação profissional e dicas dos muitos campos de atuação que o dentista pode seguir. Quando estamos no último ano do curso, ficamos cheios de medos em relação ao primeiro emprego. Eu vim apenas contar um pouco da minha história e dizer que o mercado de trabalho está de portas abertas para eles, dizendo que a odontologia pode ir muito além do que quatro paredes de um consultório, eles podem trabalhar nas forças armadas (exército, marinha, aeronáutica), pois eles tem uma base muito boa com o curso da Unifran e serão valorizados por isso.

14 – Como você se sentiu voltando à Unifran depois de 7 anos?
Foi uma sensação maravilhosa rever os meus mestres, e sei que a recíproca é verdadeira, pois acredito que para um professor a maior satisfação é ver um aluno seu indo bem na carreira profissional, uma sensação de dever cumprido. E o mais importante que apesar da distância durante estes oito anos de formada, sempre mantive uma relação de amizade e eles me ajudaram por diversas vezes na resolução de qualquer dúvida.