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Estudo analisa comportamento alimentar de jovens


12
November 2008

                                                               Notícia extraída do jornal Comércio da Franca

anorexia250.jpgO resultado de um estudo desenvolvido pelas alunas Juliana Andrade e Mariana Naves, do curso de Nutrição da Unifran (Universidade de Franca), com meninas de 15 a 25 anos, todas elas freqüentadoras rotineiras de academias na cidade, tem preocupado especialistas da área. Do universo de 50 entrevistadas, 59% delas, o que equivale a 29 jovens, apresentaram quadro considerado de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia.

O estudo foi feito no ano passado após análise do comportamento alimentar de dois grupos com 25 meninas cada em duas diferentes academias da cidade. Os nomes dos empreendimentos não foram divulgados. A escolha deste tipo de público se deu em razão da academia ser o meio mais procurado para quem busca perder peso.

Ao longo de oito meses, elas foram submetidas a um teste de atitudes alimentares com 26 questões. Nele, havia perguntas como qual o desconforto após comer doces, se há autocontrole diante dos alimentos e preocupação com o desejo de ser magra.

A contagem do teste, em mais da metade das entrevistas, apresentou resultado acima de 21 pontos, o que indica risco para transtornos alimentares.

Outro agravante foi a preocupação em relação ao IMC (Índice de Massa Corpórea) médio de 21,73 kg/m². Para elas, o resultado é alto e precisa ser melhorado. O IMC é obtido ao dividir o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metro). A taxa de 21,73 está dentro da faixa considerada normal.

A professora do curso de Nutrição, Felícia Bighetti, coordenadora do estudo, diz que, apesar do universo pesquisado ser pequeno, o resultado pode ser um alerta. “São meninas que vivem preocupadas com a aparência corporal e com os tipos de alimentos que serão ingeridos por isso representam um grupo de risco, sujeito a desenvolver transtornos alimentares.

Como a maioria é magra, elas ficam mais suscetíveis a ter anorexia nervosa”, disse Felícia, que também faz parte do Grata (Grupo de Assistência em Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) em Ribeirão Preto.

Para a coordenadora, essas meninas que ficam muitas vezes sem comer têm uma pré-disposição para distorção da imagem corporal e medo de engordar. “Elas preferem alimentos lights ou pobres em calorias, pois os que estão na classificação de fast food ou ricos em calorias acabam sendo abolidos do cardápio, o que nem sempre é saudável, e ideal”.

A pesquisa agora será estendida a outros perfis, como bailarinas, modelos, aeromoças e estudantes universitárias da área de nutrição.