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Docente visita o Centro de Referência da Mulher – CRAM


29
August 2019

No dia 13/08, a prof. Dra. Regina Celia de Souza Beretta, docente pesquisadora do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Franca – UNIFRAN, esteve a convite do município de Bebedouro, para a inauguração do Centro de Referência da Mulher – CRAM, onde foi docente durante 12 anos, no Instituto Municipal de Ensino Superior Vitorio Cardassi (IMESB). O convite resultou do reconhecimento de seu trabalho de mobilização e articulação dos alunos do curso de serviço social, para a instalação do CRAM.

A professora esteve no local com o aluno da Pós-Graduação em Promoção da Saúde, o mestrando Luciano Aparecido Pereira Junior, que realizará pesquisa de mestrado, autorizada pelo judiciário, junto aos adolescentes em conflito com a lei, atendidos pelo município.

Na oportunidade, foi recebida pelo prefeito Fernando Galvão, pela assistente social Elaine Lucas, diretora da Promoção Social, pela assistente social coordenadora da Proteção Especial, Edinalva de Souza e pela coordenadora do CRAM, Verônica de Campos, além das ex-alunas. O momento foi marcado por muita emoção ao recordar a violência contra as mulheres.

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM é um espaço destinado a prestar acolhimento e atendimento humanizado às mulheres que são vítimas de situação de violência, proporcionando atendimento psicológico e social e orientação, além de encaminhamentos jurídicos necessários à superação dos casos sofridos, contribuindo para o fortalecimento da mulher. O centro oferta ainda, programas de educação formal e não formal e os meios de inserção no mundo do trabalho. É um espaço estratégico de enfrentamento à violência contra a mulher, que se desenvolve por meio de uma atuação articulada com instituições governamentais e não governamentais que integram a Rede de Atendimento às Mulheres.

Infelizmente, nem todos os municípios dispõe deste atendimento como é o caso de Franca. De acordo com dados publicados no jornal de Franca em 24/06/2019, a Delegacia de Defesa da Mulher, registrou que por dia, pelo menos uma mulher é agredida na cidade e quando se trata de outras formas de violência doméstica, além da lesão corporal, como ameaça, calúnia, difamação e injúria, esse número tende a ser ainda maior, o que representa uma média de quatro mulheres vítimas por dia.

Ressalta-se, a importância da Universidade para a produção de conhecimento e enfrentamento da violência contra a mulher, por meio de rodas de conversa, debates e pesquisa envolvendo alunos, docentes, demais funcionários e a sociedade civil.  A UNIFRAN, em breve deverá inaugurar um laboratório de pesquisa sobre a temática Gênero, Diversidade e Inclusão Social, com o incentivo e apoio da reitoria e sobre a responsabilidade das pesquisadoras prof. Dra. Clélia Bitar e Dra. Regina Celia de Souza Beretta.