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Cientista Márcio Luís Andrade e Silva comemora a primeira Concessão de Patente da Unifran


07
July 2014

20140707_PatenteMarcio_250x250.jpgPara haver inovação, é necessário que o conhecimento científico se transforme em um produto ou serviço. Assim é feita uma produção científica em uma Universidade: as pesquisas são desenvolvidas, o investimento vem de fora do ambiente acadêmico e depois o projeto é levado para a sociedade.

E desta forma está sendo a descoberta do cientista da Unifran Prof. Dr. Márcio Luís Andrade e Silva e sua equipe, que em 2009 verificou que a (-)-cubebina, uma molécula natural isolada de sementes secas de Piper cubeba, usada como condimento na Índia e em outros países da Ásia, apresenta potente atividade contra disfunção erétil. Esse desempenho foi comparado na época com o do sildenafil e derivados, contudo mostrou-se ainda melhor, já que não apresentou efeitos colaterais.

Com esse inédito resultado obteve-se um depósito de patente em vários centros, dentre eles, EUA, Europa, Japão e Brasil. Esses depósitos foram confirmados de fato após 18 meses, dando início a vários exames técnicos e análise minuciosa da importância da patente. Após essa análise a USPTO, setor de Patentes dos EUA, considerou o invento extremamente inovador e concedeu em 30/06/2014 a 1ª Patente da Unifran, fruto de mais de 20 anos de pesquisa do Prof. Dr. Márcio Andrade e equipe, como os Profs. Drs. Jairo Bastos, Wilson Cunha, Eduardo Nassar, Katia Ciuffi, Paulo Calefi, Rosângela Silva, Ademar Filho, Sérgio Albuquerque e principalmente ex-aluno de Doutorado em Ciências da Unifran, Dr. Rodrigo Lucarini.

“A pesquisa que levou à obtenção dessa importante inovação para a Unifran, o Brasil e também para o mundo teve início há mais de 10 anos, quando iniciei a pesquisa de fato na Unifran. Tive no ano de 2000 o 1º Projeto de Pesquisa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes, apoiado pela FAPESP. Ao longo desses anos vimos estudando várias doenças, principalmente as negligenciadas, e no meio deste estudo conseguimos esse resultado fantástico que poderá mudar todas as características dos medicamentos contra disfunção erétil (DE) encontrados no mercado atualmente. Nossa molécula é natural, mais potente e não apresentou os efeitos colaterais típicos do sildenafil e derivados. Assim, posso sugerir que estamos na iminência de um tratamento ‘verde’ contra DE”, comenta o Prof. Márcio Andrade.

É uma satisfação para a Unifran promover esse ambiente favorável para a produção científica e um orgulho estar inserida nessa INOVAÇÃO.
Parabéns aos envolvidos!