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Alunos do 3° semestre de Farmácia da Unifran se mobilizam para doar sangue


21
March 2013

enfermagemAssim como aconteceu ano passado, os alunos do curso de Farmácia da Unifran se mobilizaram para realizar doação de sangue e cadastro de doação de medula óssea para o hemocentro de Franca.
A Prof.ª Dr.ª Patrícia Vieira Utiel do curso de Farmácia da disciplina Imunologia Básica e Clínica, conta que todos os anos ela abre uma discussão em sala de aula para sensibilização dos alunos a respeito do conhecimento do que é a doação de sangue e órgãos (incluindo medula óssea). Fala também da importância da doação e a dificuldade crescente de encontrar doadores compatíveis para os receptores de repetição.
“A captação de doadores voluntários para o Hemocentro é um assunto crítico porque sempre há a necessidade de sangue, e hemoderivados, para os usuários dos serviços oferecidos na cidade de Franca e da região. No caso de doação de medula óssea, este ponto é ainda mais delicado” – explica a professora Patrícia. “O indivíduo cadastrado no REDOME (Rede de Doadores de Medula Óssea) entra para um banco de dados onde são cruzados os resultados dos testes laboratoriais (tipagem de HLA) do possível doador com uma lista de pacientes a espera de uma medula compatível e que não foi encontrada entre os familiares. Neste caso a chance de se encontrar um doador não parentado de medula óssea é em torno de 1 para 100 mil indivíduos. Aumentar o número de cadastrados no REDOME é uma chance a mais para os pacientes que necessitam desse procedimento.”
A princípio qualquer indivíduo saudável acima de 18 anos e pesando acima de 50 kg pode ser um doador. Há algumas restrições que impossibilitam a doação temporária ou definitiva e pode ser consultada no site do Hemocentro.
Para se cadastrar como um doador de medula óssea não há restrição de peso como para doação de sangue e quem quiser doar basta dirigir-se ao Hemocentro de Franca com documento de identificação com foto. Contrário do que se pensa não se deve estar em jejum. Caso isto ocorra o voluntário é convidado a tomar um lanche antes da doação.
A professora Patrícia salienta que o doador sensibilizado passa a ser um indivíduo que difunde a informação entre seus colegas e familiares; diminui o folclore que existe sobre o assunto tais como "quem doa uma vez tem que doar sempre", "que o sangue engrossa (ou afina)". Além disso, o aluno sensibilizado é um potencial doador de repetição que poderá retornar ao hemocentro para novas doações (intervalo mínimo de 3 meses entre as doações para homens e 4 meses para mulheres). Outra informação que se deve destacar é a gentileza dos funcionários do Hemocentro e o acolhimento do doador voluntário. Vale ressaltar que todos os procedimentos realizados pelo Hemocentro seguem rigorosas normas de controle de qualidade que garantem a segurança do doador, receptor, sangue e hemoderivados, preservando o sigilo das informações dos colaboradores.

Confira as fotos aqui.