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Alunos da Unifran debatem conquistas e desafios do direito das mulheres


18
March 2019

O programa de pós-graduação em promoção da saúde da UNIFRAN, marcou presença na ETEC Dr. Júlio Cardoso de Franca, neste dia 07 de março, discutindo com alunos do ensino médio conquistas e desafios da luta pelos direitos da mulher.

A Profa. Dra Regina Celia de Souza Beretta, docente do programa, dissertou sobre aspectos da violência contra a mulher destacando duas legislações fundamentais: a lei Maria da Penha (2006) e a lei do feminicídio (2015).

Em relação à última lei citada, falou sobre questões como as agressões físicas e psicológicas, tanto como abuso ou assédio sexual, estupro, escravidão sexual, tortura, mutilação genital, negação de alimentos e maternidade, espancamentos, entre outras formas de violência que terminem com a morte da mulher e acabam por podem configurar feminicídio.

Cerca de 300 adolescentes divididos em três turmas, puderam debater sobre as conquistas da mulher a partir do século XX, a luta pela igualdade de gênero em diferentes espaços sociais, o direito ao voto, o acesso ao mundo do trabalho e dos filhos à creche, entre outros assuntos.

Um ponto de debate também foi o paradigma patriarcal e machista e sobre como teria que ser desconstruído, pois impregna o inconsciente coletivo, dando a ideia de superioridade masculina. Também se discutiu sobre como é imprescindível lutar por salários mais justos, diminuir os indicadores de violência contra mulheres e ainda enfrentar diferentes formas de preconceitos e estigmas em decorrência da raça, etnia, religião, entre outros.

Falou-se ainda como esse enfrentamento só é possível com a construção de Redes de Proteção Social mais sólidas, com compromisso estatal, protocolos de atendimento e engajamento da sociedade civil em movimentos sociais.  Algo que infelizmente a maioria dos municípios brasileiros não dispõe.

Conheça as Redes de Proteção Social existentes:

Centros de Referência de Atendimento à Mulher Núcleos de Atendimento à Mulher; Casas-Abrigo; Casas de Acolhimento Provisório; Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher; Núcleos ou Postos de Atendimento à Mulher nas Delegacias Comuns; Polícia Civil e Militar; Instituto Médico Legal; Defensorias da Mulher; Juizados de Violência Doméstica e Familiar; Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180;Ouvidoria da Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres; Serviços de Saúde voltados para o atendimento dos casos de violência sexual e doméstica; Posto de Atendimento Humanizado nos Aeroportos; Núcleo da Mulher da Casa do Migrante.

Fonte: Pacto Nacional de enfrentamento da violência contra a mulher/ 2007.

Conheça os indicadores de violência contra mulher realizado no Brasil. Eles mostram dados alarmantes:

– 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência;

– O parceiro, marido ou namorado é responsável por 80% das agressões;

– 94% das mulheres dizem conhecer a Lei M. da Penha, mas apenas 13% sabem o seu conteúdo;

– A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil.

– São apontados como razões da violência contra a mulher machismo

(46%) e alcoolismo (31%).

– 68% não denunciam o agressor por medo.

Fonte: Instituto Maria da Penha, mapa da violência contra a mulher, disque 180.

Veja fotos do evento: