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Acreditar vale a pena? Dia da luta nacional das pessoas com deficiência


20
September 2007

P1010739-250.jpgOs números não são exatos, mas estima-se algo em torno de 30 milhões de brasileiros que tenham algum tipo de deficiência, portanto muito se fala em deficiência ou portadores de necessidade especiais.. Esse ano, principalmente, já que o Brasil foi sede dos jogos Parapanamericanos. Portanto, é natural quando nos vem à mente a imagem de um cadeirante, um usuário de próteses, um deficiente visual ou auditivo. Pouco se fala do deficiente mental e nesse dia 21 comemoramos também a iniciativa de profissionais e voluntários que se entregam a esse trabalho árduo, porém gratificante.

O Centro de Educação Especial “Descobrindo o Mundo”, em Franca, criado há 19 anos é ainda para mim algo novo e desafiador, que veio somar a experiência que já tinha com alunos com deficiência mental (APAE) e portadores de transtornos psiquiátricos (Hospital Psiquiátrico).

O objetivo inicial do trabalho sempre foi oferecer um suporte social e emocional ao aluno e sua família e motivá-lo a desenvolver suas potencialidades. No processo, não existe uma expectativa com relação ao tempo que os alunos vão responder aos estímulos, pois cada criança tem o seu tempo próprio.

Sabemos que a inclusão de pessoas com deficiência mental em escolas públicas às vezes não considera as reais condições da criança e essa deve ser o principal foco das entidades especializadas, a de  auxiliar da melhor maneira possível este aluno nesse processo, escolhendo com muito critério a escola que irá recebê-lo e orientando a professora no que for necessário. Assim pode-se garantir a educação de forma inclusiva e o convívio social das pessoas com deficiência.

Nesse sentido, acreditamos que estamos no caminho certo. Nossos alunos nos deixam motivados ao demonstrarem a satisfação em freqüentar o Centro de Educação. O vínculo afetivo que se cria entre todos também é um dos resultados propulsores de todo o processo. Temos como exemplo o caso de um aluno que foi encaminhado ao Centro devido a um desajuste emocional que comprometia a sua aprendizagem. Ele permaneceu no espaço durante sete anos. E apesar das dificuldades em ser encaminhado para outras instituições, pois o mesmo não se adaptava, hoje com 20 anos, tem uma profissão, um emprego. Ele foi incluso no mercado de trabalho. Um grande ganho, uma satisfação pessoal (dele) da família e profissional (nossa).

Para garantir um trabalho com qualidade, uma equipe multidisciplinar é essencial. Profissionais conscientes do seu papel que procuram atender o aluno, estimulando-o à sua autonomia e aprendizagem e ao mesmo tempo respeitando suas limitações.

Acreditar naquilo que se faz é o principio do sucesso!

 

Sandra Regina Gonzalez de Castro – professora e coordenadora

Márcia Aparecida Fernandes Miron e Ana Paula Gonzales -Professoras

Centro de Educação Especial Descobrindo o Mundo – Universidade de Franca